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Mão fazendo cálculos com caderno, dinheiro e calculadora
Foto: Jakub Żerdzicki / Unsplash

Como calcular seu custo por hora real (a maioria erra essa conta)

Precificação · 2 min de leitura · Gustavo Txai · 26 de setembro de 2026

Existe uma diferença, raramente ensinada com clareza, entre "quanto eu preciso ganhar por mês" e "quanto vale uma hora do meu trabalho". A confusão entre essas duas contas faz muita gente cobrar valores que, na prática, resultam num ganho por hora inferior ao de um emprego formal na mesma área.

Profissional organizando o trabalho entre celular e computador
Foto: Vitaly Gariev / Unsplash

O erro mais comum é dividir o valor mensal desejado pelas horas de trabalho visível, aquelas efetivamente gastas produzindo a entrega final. Essa conta ignora uma categoria inteira de tempo presente em qualquer trabalho autônomo: reuniões, orçamentos, revisões, deslocamento, administração, prospecção de clientes e períodos ociosos entre projetos. Estimativas frequentes sobre trabalho freelance indicam que o tempo efetivamente faturável costuma ficar entre 50% e 70% do tempo total trabalhado.

Na prática, isso significa que quem divide o custo de vida apenas pelas horas de produção está distribuindo esse custo sobre uma fração menor do tempo real, e subestimando sistematicamente o valor da própria hora. Um exemplo simples: alguém que trabalha 160 horas por mês, mas só consegue faturar 100 delas, precisa calcular o valor da hora sobre 100, e não sobre 160.

Há ainda uma segunda camada frequentemente esquecida: os custos de operação. Equipamento (e sua depreciação, já que câmeras e computadores perdem valor e precisam ser substituídos), softwares, internet, impostos, contribuição previdenciária e uma reserva para meses sem contrato. Quem vem de formações ligadas à administração costuma fazer essa conta com naturalidade; quem chega ao mercado por um caminho mais artístico muitas vezes nunca teve contato formal com ela.

Uma fórmula básica organiza tudo isso: some o valor líquido que você precisa por mês aos custos mensais de operação, acrescente os impostos incidentes e divida o total pelo número de horas faturáveis (e não totais) do mês. O resultado é o piso da sua hora, o valor abaixo do qual o trabalho deixa de se sustentar.

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